58% pronto: Ratinho Junior vistoria obras do novo planetário do Parque da Ciência 03/11/2026 - 13:41

O governador Carlos Massa Ratinho Junior vistoriou nesta terça-feira (3) as obras do novo planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Com 58% dos serviços executados, a estrutura será a mais moderna da América Latina e contará com tecnologia alemã em seu sistema de projeção, prevista para chegar ao Brasil nos próximos dias.

“Será o maior complexo da América Latina e com o equipamento mais moderno do continente. Com esse projeto, traremos mais oportunidades para os nossos jovens estudantes, não só os da rede pública, mas também os da rede privada, além dos turistas. O pai ou a mãe que quiser vir com o filho, com a família, para conhecer o que é um planetário, vai ter essa oportunidade. Será um instrumento educacional e, ao mesmo tempo, turístico”, afirmou Ratinho Junior.

“Vai proporcionar uma grande experiência para os nossos alunos, além de um impacto positivo na vida dos jovens que têm a oportunidade de conhecer um planetário dessa magnitude. São poucos os países do mundo que conseguem ter um complexo como esse. Nos próximos meses, ele será entregue à população dentro desse projeto que realizamos ao longo da nossa gestão: entregar para os nossos alunos a melhor educação do Brasil com equipamentos que também são referências no mundo”, acrescentou o governador.

Fabricado pela Zeiss para o novo planetário, a tecnologia de projeção está prevista para chegar ao Porto de Paranaguá, no Litoral, no dia 7 de novembro e passará pelos trâmites aduaneiros até ser transportada para o Parque da Ciência. A empresa alemã é pioneira no desenvolvimento de sistemas para planetários, sendo referência mundial no setor. O sistema de projeção foi adquirido por € 5,16 milhões (o equivalente a R$ 31 milhões na época da compra) e sua instalação deve ser iniciada logo que ele chegar até o local das obras.

O planetário terá uma cúpula de 18 metros de diâmetro e 508 metros quadrados de superfície de projeção, equipado com o sistema híbrido Asterion Premium + VELVET LED. A solução combina um projetor óptico-mecânico central com 11 projetores digitais distribuídos ao redor da cúpula.

O Asterion Premium é capaz de simular cerca de nove mil estrelas observáveis a olho nu em condições ideais de céu, reproduzindo cores e brilhos, além da Via Láctea, Lua, planetas e diferentes movimentos e referências astronômicas. Já os 11 projetores VELVET LED permitirão exibir uma única imagem em formato fulldome, cobrindo toda a cúpula e possibilitando o uso de animações, vídeos e conteúdos de diferentes áreas do conhecimento.

PLANEJAMENTO - O projeto executivo para a revitalização do parque é da Secretaria do Planejamento (SEPL), por meio do Paraná Projetos, juntamente com a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre). As reformas incluem intervenções internas nos pavilhões, ampliando a capacidade de atendimento, e também externas, em integração ao novo planetário.

SUSTENTABILIDADE – Outro diferencial do planetário paranaense é a sustentabilidade. A edificação usa madeira engenheirada, técnica construtiva que utiliza camadas de madeira coladas sob alta pressão para formar peças de grande resistência e estabilidade. O método permite maior eficiência estrutural e redução na geração de resíduos, em comparação a sistemas tradicionais de concreto ou aço.

A obra inclui cúpula de projeção imersiva, auditório, salas expositivas, ambientes pedagógicos e administrativos, áreas de apoio e serviços ao visitante, totalizando mais de 4,5 mil metros quadrados de área construída. O projeto também contempla a revitalização e o paisagismo da trilha do Rio Canguiri, localizada nas dependências do Parque da Ciência.

A fundação e a terraplanagem já foram finalizadas, enquanto que a estrutura de concreto e alvenaria estão 98% concluídas. Também avançaram a divisão interna das salas, as instalações hidráulicas, sanitárias e elétricas, além dos serviços de drenagem, calçamento e demais adequações na área externa. Em relação a estrutura de madeira engenheirada, mais de 75% já foi finalizada.

Os trabalhos são executados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Educação (Seed). O investimento é feito pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio do Fundo Paraná, e representa um montante de R$ 46,5 milhões.

Parque da Ciência Newton Freire Maia

O secretário da Educação, Roni Miranda, destaca o trabalho feito em parceria entre diversos órgãos estaduais. “São várias secretarias envolvidas, todas em prol para construir um grande centro de ciências, com o planetário e também o próprio parque. Dessa forma, investimos no nosso futuro, trazendo ciência para os nossos alunos. É isso que o governador Ratinho Junior tem promovido por todo o Estado”, explicou.

A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, ressaltou o trabalho das equipes para que a obra seja entregue no início de 2027. “Elas tem atuado inclusive nos finais de semana e à noite. Sempre que a chuva dá uma trégua, a equipe está aqui. Pretendemos entregar a obra até março, incluindo a instalação da cúpula, de todos os equipamentos e de todo o mobiliário. É um investimento da ordem de R$ 90 milhões, incluindo a obra, o sistema de projeção, mobiliário e os equipamentos que serão instalados dentro do planetário”, comentou.

O projeto arquitetônico foi escolhido a partir de um concurso nacional que teve como objetivo escolher uma proposta que conciliasse um visual moderno, criativo e funcional. Com o tema Órbita, os arquitetos do escritório Nardo Grothge Arquitetos, vencedores do certame, se inspiraram nos movimentos dos corpos celestes para o desenho da estrutura. Eles receberam R$ 60 mil de premiação e assinaram um contrato para elaborar os projetos legais e executivos do planetário.

Segundo o diretor do Parque da Ciência Newton Freire Maia, Anisio Lasievicz, a expectativa é de que até 150 mil pessoas passem pelo planetário anualmente. “O Parque da Ciência já era um dos maiores espaços de divulgação científica do Brasil. Com uma obra dessa magnitude, conseguimos ampliar sensivelmente nossa capacidade de atendimento, proporcionando uma experiência mais imersiva e educativa aos visitantes e facilitando o acesso a essa experiência”, afirmou.

“Outro fator importante é a articulação entre a educação básica, a ciência, o turismo e a comunidade em geral. Esse espaço não será voltado apenas à educação básica, mas também atenderá acadêmicos e universidades, promoverá atividades de extensão e sediará eventos científicos. A ideia é que possamos promover uma escola de astronomia que atenda a diversos públicos, clubes de ciências e de astronomia, além de incentivar o turismo regional e a geração de renda para toda a região do Parque da Ciência”, finalizou o diretor.

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