Monitoramento ambiental garante requalificação eficiente da orla de Pontal do Paraná 11/02/2026 - 10:38
Paralelamente aos trabalhos de requalificação da orla de Pontal do Paraná, no Litoral, o Instituto Água e Terra (IAT) deu início ao monitoramento e acompanhamento ambiental da obra, que alcançou 10% de execução em janeiro. O pacote inclui intervenções sobre a faixa de restinga, com foco no manejo controlado da vegetação e na proteção da fauna associada ao ecossistema em uma área de 22 mil metros quadrados, seguindo as condicionantes estabelecidas no processo de licenciamento.
Iniciada em julho do ano passado, com o pré-projeto elaborado pelo Serviço Social Autônomo Paraná Projetos, vinculado à Secretaria do Planejamento (SEPL), a primeira fase da intervenção urbana prevê a revitalização de 3,66 quilômetros de extensão entre os balneários de Monções e Canoas. A execução é do Consórcio Orla de Pontal, vencedor da licitação, realizada pela modalidade menor preço. O investimento é de R$ 34,5 milhões.
Ao final da reestruturação, com estimativa para ocorrer ainda em 2026, está prevista a recuperação ambiental de uma área total de 44.358 metros quadrados, o dobro do espaço que será impactado. Entre as ações estão o enriquecimento da flora com o plantio de espécies nativas; remoção ou controle de exóticas; e a gestão da fauna silvestre. O IAT é vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, comentou que a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a sustentabilidade e turismo do litoral. "O projeto de revitalização da Orla de Pontal do Paraná prevê melhorias para a região como novo calçamento, pista para corrida, ciclovia, quiosques e áreas de lazer. Essas mudanças vão aprimorar a infraestrutura, além de valorizar a fauna local, melhorando o espaço para turistas e moradores. A ação promove o desenvolvimento turístico, econômico e sustentável da região", disse.
Engenheiro civil da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, Roberto Machado Corrêa explica que, neste momento, o manejo da vegetação se dá com o inventário de árvores isoladas e mapeamento prévio da restinga. Uma equipe técnica multidisciplinar formada por sete profissionais, entre biólogos, engenheiros ambientais e florestais, acompanha todas as frentes de trabalho.
Entre as tarefas em andamento estão o controle das áreas de intervenção e o resgate e a captura de animais eventualmente encontrados na região – indivíduos que são encaminhados para locais seguros, afastados do trecho em obras, onde ocorre a soltura.
De acordo com o inventário e o mapeamento realizados, a intervenção abrange uma área total de 22.179 metros quadrados de vegetação. O levantamento florístico apontou que 67% da vegetação presente no trecho é composta por espécies exóticas e apenas 33% por espécies nativas.
“O monitoramento ambiental ocorre de forma contínua ao longo de todas as fases da obra. O acompanhamento acontece especialmente nas etapas em que há intervenção sobre a vegetação de restinga, com controle rigoroso do que foi licenciado e a definição das compensações ambientais, além das ações de resgate e soltura da fauna local”, afirma o engenheiro.
“Existe uma equipe que acompanha permanentemente a execução dos serviços, realizando o resgate dos animais encontrados e a soltura em locais adequados, de forma a minimizar qualquer impacto sobre a flora e a fauna local”, completa.
A revitalização da Orla de Praia de Leste integra uma política pública voltada ao desenvolvimento sustentável do litoral paranaense, conciliando infraestrutura, ordenamento urbano, acessibilidade, recuperação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população.
“Uma obra feita com critério, com engenharia, um exemplo de civilidade e de respeito à natureza. Pontal terá bem mais do que a valorização do patrimônio imobiliário. Terá, com essa nova orla, valorização cultural, artística, ambiental, de valorização da vida. Uma praia linda, como Pontal do Paraná merece”, destaca o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.
FASE 2 – A segunda fase do projeto também está em andamento. O IAT emitiu em março a Licença Prévia (LP) para o trecho de 2,77 quilômetros entre os balneários de Santa Terezinha e Ipanema.
A proposta prevê obras de saneamento e infraestrutura, incluindo a requalificação e continuação da via beira-mar, calçadões, 13 lounges urbanos, três quiosques e três passarelas de acesso à praia. O documento possibilita a elaboração do edital de licitação, que deverá ser proposto na modalidade de contratação integrada, em que a mesma empresa realiza os projetos básico e executivo e executa a obra. Ainda não há uma data para a licitação e nem estimativa de valor do investimento.
INVESTIMENTOS NO LITORAL – As obras de requalificação da orla se somam a outras intervenções estratégicas que reforçam o pacote de investimentos do Governo do Estado no Litoral. Um exemplo é o molhe de Pontal do Paraná, que alcançou 99% de execução e está em fase final de conclusão. A estrutura é fundamental para a contenção da erosão costeira, proteção da linha de costa e melhoria das condições de balneabilidade, além de contribuir para a segurança da navegação e o ordenamento da orla.
Paralelamente, o Estado executa a duplicação de um trecho de 14,28 quilômetros da PR-412, entre Matinhos e Pontal do Paraná, ampliando a capacidade viária e melhorando o acesso aos balneários. O contorno da Praia de Leste, que entrou na fase final de obras, atendendo a uma demanda histórica da população local e reduzindo o tráfego pesado na área urbana.
Além disso, o conjunto de intervenções inclui também a Ponte de Guaratuba, uma das maiores obras de infraestrutura em andamento no Paraná, que atingiu 91% de conclusão.




















